Rosa

Rosa

Que alma tão grande
que ser maravilhoso és tu Rosa

Published in: on Junho 4, 2007 at 10:06 pm  Comments (3)  

As Sementes e as Folhas


Foi com alguma supresa que encontrei alguns desenhos de Xavier Marcelo, perdidos no seu espólio. Não estão ao nível do seu trabalho de escrita, mas permite encontrar Xavier numa outra perspectiva e em toda dimensão do seu ser.

Published in: on Junho 4, 2007 at 9:59 pm  Deixe um Comentário  

O Último Cão

paisagem.jpg

O Último Cão 

Este é último cão
O canídeo que a carroça não quis 

A sarjeta é  minha fonte e o meu sustento 
Este é o último cão
 

A sarna me entranha o corpo
Os parasitas que me consumem
Não me conseguem calar e grito bem alto
Sou livre 

Este é o último cão nesta rua que é a vida
Crianças atiram pedras, senhoras fogem de pânico
Os homens pontapearam-me,
Mas a cada carro ou mota que encalço
Com garganta sufocada em sangue dos biqueiros na boca
Grito sou Livre 

Este é Xavier

Xavier Marcelo in: Assim Também Eu Logo Existo

Published in: on Abril 12, 2007 at 9:25 pm  Deixe um Comentário  

A Negação do Nevoeiro

 

Foi na natureza que Xavier vai buscar muitas vezes o mote para o seu trabalho.  Raras vezes, foi escrito no papel e inscrito na memória, tão belas palavras sobre a relação do Homem com a Natureza. No momento que tanto se questiona o aquecimento global e as energias alternativas lembrei-me de trazer á memória estes versos:

A Negação do Nevoeiro

Pátria minha nossa
Pátria tua nossa
Pátria minha

Neblina que sufoca
Gritos que ecoam
Vindo dos Atlas

Quinhentos anos de saudade
Quinhentos anos de Fado

Pátria minha nossa
Pátria tua nossa
Pátria minha

Do nevoeiro virás
Vindo do nevoeiro nos salvarás

No inicio do poema quando Xavier escreve … Pátria minha nossa…, coloca-nos perante o dilema do Ser Urbano versus Ser Natureza. Fantástico, podemos cheirar as flores e ouvir os pássaros (…Gritos que ecoam…). O poema A Negação do Nevoeiro, é uma viagem pelo campo, pela natureza. Obrigado Xavier

Published in: on Abril 2, 2007 at 11:18 am  Comments (1)  

O Diário de Xavier

diario.jpg

A vida por vezes traz-nos algumas surpresas. Neste caso e graças a este Blog chegou ás minhas mãos através do Sr. Baltazar Trindade, de Oeiras, um suposto diário inédito do próprio Xavier Marcelo. Estou averiguar a legitimidade deste diário e tudo indica que seja autêntico. Assim, com devida autorização irei dentro de em breve divulgar alguns dos excertos.   

Published in: on Abril 1, 2007 at 6:22 pm  Deixe um Comentário  

Poesia Visual

Génio de Xavier não se resume á escrita. Vejamos este poema visual encomendado pelo canal françês Artis, com uma intepretação soberba do actor Custódio Marquês:

Agora a segunda parte

Published in: on Março 28, 2007 at 7:15 pm  Comments (3)  

Elos Que se Fecham

 

pedreira-antiga.jpg

 

Elos Que se Fecham

Elos que se fecham

Elo
Hello
Hell
Hello

Elos que se fecham

Xavier escreveu este portentoso texto durante a sua estadia no Sanatório de Nossa Senhora do Carmo. Só e doente, Xavier escreve sobre as relações humanas, focando principalmente a amizade. No prólogo ele regista as todas as intenções desta Obra, tomemos atenção à página 76 do prólogo: “… amizade, é de algum modo um sabonete, se apertarmos muito ele salta e foge, se agarrarmos com demasiada leveza ele cai. Por isso não há verdadeira amizade nas prisões…”. Assombroso.

 

No ultimo capitulo do livro, página 80

 

Amizade Liquida

Mão na mão
Mmmmmmmão
Ãoooooooooooo
Mão 
 

Pé no Pé
Péééééééééééééeé´
Eééeéééééééééééé

Published in: on Março 27, 2007 at 9:25 pm  Deixe um Comentário  

Na Praia

“… Na praia vejo o nada. Um som azul ecoa na minha cabeça e cheiro, cheiro as senhoras que passam em passo apressado. Fogem do mar em direcção das areias altas á procura de intimidade. No alto, proximo de Deus, vejo estes corpos brancos a cheirar a maresia com paladar a sal. Corpos sós e puros. Ai como eu gosto… 
Descubro que não estou sozinho. Mais alguém. …”

No livro ” Crónicas de um Futuro Mal Passado”

Interessantíssima esta narrativa que Xavier constrói a partir das memórias de infância do seu avô contadas á luz de uma lareira nas frias noites da Serra da Prageirinha. Xavier observa a flora e fauna em circunstancias diversas acompanhado de um discurso possível mas eficaz e mesmo sendo um homem atormentado não foge ás influências de autores consagrados como Tomás Paiva, Pais Leitão, Walter Sean Phillips, principalmente este último no seu aclamado romance “ Como uma Nêspera á Beira da Estrada”. Vejamos “…Este era o momento, não podia voltar atrás … “, Walter Sean Phillips, tradução do próprio Xavier Marcelo. E tudo se completa como um círculo.

Published in: on Março 23, 2007 at 11:03 pm  Deixe um Comentário