Rosa

Rosa

Que alma tão grande
que ser maravilhoso és tu Rosa

Published in: on Junho 4, 2007 at 10:06 pm  Comments (3)  

Café com o Ditador

Café com o ditador

Não se conhece as posições politicas de Xavier, mas sabemos que ele não suporta qualquer idiologia que oprima o Homem enquanto ser social e livre

Published in: on Junho 4, 2007 at 10:05 pm  Deixe um Comentário  

De Volta

Pois é, estou de volta, estive uma temporada no Brasil, num ciclo de conferências sobre a Lirica de Xavier Marcelo, mais propriamente na Universidade de Lexildapolis, no Estado do Maranhão. Dentro de em breve teremos noticias

Published in: on Junho 4, 2007 at 12:20 pm  Comments (2)  

O Último Cão

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O Último Cão 

Este é último cão
O canídeo que a carroça não quis 

A sarjeta é  minha fonte e o meu sustento 
Este é o último cão
 

A sarna me entranha o corpo
Os parasitas que me consumem
Não me conseguem calar e grito bem alto
Sou livre 

Este é o último cão nesta rua que é a vida
Crianças atiram pedras, senhoras fogem de pânico
Os homens pontapearam-me,
Mas a cada carro ou mota que encalço
Com garganta sufocada em sangue dos biqueiros na boca
Grito sou Livre 

Este é Xavier

Xavier Marcelo in: Assim Também Eu Logo Existo

Published in: on Abril 12, 2007 at 9:25 pm  Deixe um Comentário  

A Negação do Nevoeiro

 

Foi na natureza que Xavier vai buscar muitas vezes o mote para o seu trabalho.  Raras vezes, foi escrito no papel e inscrito na memória, tão belas palavras sobre a relação do Homem com a Natureza. No momento que tanto se questiona o aquecimento global e as energias alternativas lembrei-me de trazer á memória estes versos:

A Negação do Nevoeiro

Pátria minha nossa
Pátria tua nossa
Pátria minha

Neblina que sufoca
Gritos que ecoam
Vindo dos Atlas

Quinhentos anos de saudade
Quinhentos anos de Fado

Pátria minha nossa
Pátria tua nossa
Pátria minha

Do nevoeiro virás
Vindo do nevoeiro nos salvarás

No inicio do poema quando Xavier escreve … Pátria minha nossa…, coloca-nos perante o dilema do Ser Urbano versus Ser Natureza. Fantástico, podemos cheirar as flores e ouvir os pássaros (…Gritos que ecoam…). O poema A Negação do Nevoeiro, é uma viagem pelo campo, pela natureza. Obrigado Xavier

Published in: on Abril 2, 2007 at 11:18 am  Comments (1)  

Elos Que se Fecham

 

pedreira-antiga.jpg

 

Elos Que se Fecham

Elos que se fecham

Elo
Hello
Hell
Hello

Elos que se fecham

Xavier escreveu este portentoso texto durante a sua estadia no Sanatório de Nossa Senhora do Carmo. Só e doente, Xavier escreve sobre as relações humanas, focando principalmente a amizade. No prólogo ele regista as todas as intenções desta Obra, tomemos atenção à página 76 do prólogo: “… amizade, é de algum modo um sabonete, se apertarmos muito ele salta e foge, se agarrarmos com demasiada leveza ele cai. Por isso não há verdadeira amizade nas prisões…”. Assombroso.

 

No ultimo capitulo do livro, página 80

 

Amizade Liquida

Mão na mão
Mmmmmmmão
Ãoooooooooooo
Mão 
 

Pé no Pé
Péééééééééééééeé´
Eééeéééééééééééé

Published in: on Março 27, 2007 at 9:25 pm  Deixe um Comentário  

Shawrtf-Biden

verde

De fino recorte, este poema escrito durante o seu retiro em Shawrtf-Biden:

“…Pérfida pessoa perfeitaPerto do porto de pazPérfida pessoa perfeitaPodre possivelmente petrificado…”

  In “P de Morte”, Edições Artemis  

Esta fase em Shawrtf-Biden será um dos momentos mais notáveis da lírica Xavieriana, isolado da civilização, aqui ele encontra o seu in-eu como diria Santyago Merida. Em  momentos tais como “ … Será que as aves não morrem com o teu olhar?..”. Puro Génio.

Published in: on Março 27, 2007 at 8:40 pm  Deixe um Comentário  

Na Praia

“… Na praia vejo o nada. Um som azul ecoa na minha cabeça e cheiro, cheiro as senhoras que passam em passo apressado. Fogem do mar em direcção das areias altas á procura de intimidade. No alto, proximo de Deus, vejo estes corpos brancos a cheirar a maresia com paladar a sal. Corpos sós e puros. Ai como eu gosto… 
Descubro que não estou sozinho. Mais alguém. …”

No livro ” Crónicas de um Futuro Mal Passado”

Interessantíssima esta narrativa que Xavier constrói a partir das memórias de infância do seu avô contadas á luz de uma lareira nas frias noites da Serra da Prageirinha. Xavier observa a flora e fauna em circunstancias diversas acompanhado de um discurso possível mas eficaz e mesmo sendo um homem atormentado não foge ás influências de autores consagrados como Tomás Paiva, Pais Leitão, Walter Sean Phillips, principalmente este último no seu aclamado romance “ Como uma Nêspera á Beira da Estrada”. Vejamos “…Este era o momento, não podia voltar atrás … “, Walter Sean Phillips, tradução do próprio Xavier Marcelo. E tudo se completa como um círculo.

Published in: on Março 23, 2007 at 11:03 pm  Deixe um Comentário  

Poesia, …minha alma não tem gps…

“…o mapa da minha alma não tem gps
não tem coordenadas
não tem latitude e longitude
sou um bêbado do Amor…”

2001

Published in: on Março 22, 2007 at 9:41 pm  Comments (1)