Um Pequeno Conto de Natal,

Agora em casa, depois da azáfama, o Pai Natal, nostálgico, enquanto ponha a última prenda na árvore para os Ajudantes e para as Renas, apercebia-se que era a única pessoa no mundo que não recebeu prenda, sentou-se na poltrona, olhou para a lareira que se finava, e pela primeira, vez sentiu-se só, uma lágrima caía.Lá fora nevava, naquela noite havia uma estrela com um brilho especial, abriu a janela colocou a carabina ao ombro e disparou contra a estrela. Não a consegui matar, sentou-se na poltrona, encostou o cano à boca, e num último momento apareceu um Anjo. O Anjo levou o Pai Natal para lhe mostrar como seria o mundo no futuro se ele suicidar-se. Depois de muito viajar, pairam sobre uma cidade. Lá em baixo um coro de crianças cantava alegremente canções de natal, os dois entraram num centro comercial onde crianças felizes tiravam fotografias com dezenas de Pais Natais, as ruas estavam iluminadas com vários motivos de natal. Por fim entraram numa casa onde uma família se reunia á volta da árvore, e o pai vestido com a roupa de pai natal, foi-lhes entregar presentes.

De volta ao Polo Norte, o Pai Natal pensou naquilo que o anjo lhe mostrou, levantou-se e foi buscar mais lenha para a lareira.

um conto de Natal gentilmente cedido pela filha de Xavier Marcelo, Dr.ª Veronique de Sousa e Marcelo

 

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Published in: on Dezembro 22, 2007 at 11:57 am  Deixe um Comentário  
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Rosa

Rosa

Que alma tão grande
que ser maravilhoso és tu Rosa

Published in: on Junho 4, 2007 at 10:06 pm  Comments (3)  

Café com o Ditador

Café com o ditador

Não se conhece as posições politicas de Xavier, mas sabemos que ele não suporta qualquer idiologia que oprima o Homem enquanto ser social e livre

Published in: on Junho 4, 2007 at 10:05 pm  Deixe um Comentário  

As Sementes e as Folhas


Foi com alguma supresa que encontrei alguns desenhos de Xavier Marcelo, perdidos no seu espólio. Não estão ao nível do seu trabalho de escrita, mas permite encontrar Xavier numa outra perspectiva e em toda dimensão do seu ser.

Published in: on Junho 4, 2007 at 9:59 pm  Deixe um Comentário  

De Volta

Pois é, estou de volta, estive uma temporada no Brasil, num ciclo de conferências sobre a Lirica de Xavier Marcelo, mais propriamente na Universidade de Lexildapolis, no Estado do Maranhão. Dentro de em breve teremos noticias

Published in: on Junho 4, 2007 at 12:20 pm  Comments (2)  

O Último Cão

paisagem.jpg

O Último Cão 

Este é último cão
O canídeo que a carroça não quis 

A sarjeta é  minha fonte e o meu sustento 
Este é o último cão
 

A sarna me entranha o corpo
Os parasitas que me consumem
Não me conseguem calar e grito bem alto
Sou livre 

Este é o último cão nesta rua que é a vida
Crianças atiram pedras, senhoras fogem de pânico
Os homens pontapearam-me,
Mas a cada carro ou mota que encalço
Com garganta sufocada em sangue dos biqueiros na boca
Grito sou Livre 

Este é Xavier

Xavier Marcelo in: Assim Também Eu Logo Existo

Published in: on Abril 12, 2007 at 9:25 pm  Deixe um Comentário  

A Negação do Nevoeiro

 

Foi na natureza que Xavier vai buscar muitas vezes o mote para o seu trabalho.  Raras vezes, foi escrito no papel e inscrito na memória, tão belas palavras sobre a relação do Homem com a Natureza. No momento que tanto se questiona o aquecimento global e as energias alternativas lembrei-me de trazer á memória estes versos:

A Negação do Nevoeiro

Pátria minha nossa
Pátria tua nossa
Pátria minha

Neblina que sufoca
Gritos que ecoam
Vindo dos Atlas

Quinhentos anos de saudade
Quinhentos anos de Fado

Pátria minha nossa
Pátria tua nossa
Pátria minha

Do nevoeiro virás
Vindo do nevoeiro nos salvarás

No inicio do poema quando Xavier escreve … Pátria minha nossa…, coloca-nos perante o dilema do Ser Urbano versus Ser Natureza. Fantástico, podemos cheirar as flores e ouvir os pássaros (…Gritos que ecoam…). O poema A Negação do Nevoeiro, é uma viagem pelo campo, pela natureza. Obrigado Xavier

Published in: on Abril 2, 2007 at 11:18 am  Comments (1)  

O Diário de Xavier

diario.jpg

A vida por vezes traz-nos algumas surpresas. Neste caso e graças a este Blog chegou ás minhas mãos através do Sr. Baltazar Trindade, de Oeiras, um suposto diário inédito do próprio Xavier Marcelo. Estou averiguar a legitimidade deste diário e tudo indica que seja autêntico. Assim, com devida autorização irei dentro de em breve divulgar alguns dos excertos.   

Published in: on Abril 1, 2007 at 6:22 pm  Deixe um Comentário  

Poesia Visual

Génio de Xavier não se resume á escrita. Vejamos este poema visual encomendado pelo canal françês Artis, com uma intepretação soberba do actor Custódio Marquês:

Agora a segunda parte

Published in: on Março 28, 2007 at 7:15 pm  Comments (3)  

Elos Que se Fecham

 

pedreira-antiga.jpg

 

Elos Que se Fecham

Elos que se fecham

Elo
Hello
Hell
Hello

Elos que se fecham

Xavier escreveu este portentoso texto durante a sua estadia no Sanatório de Nossa Senhora do Carmo. Só e doente, Xavier escreve sobre as relações humanas, focando principalmente a amizade. No prólogo ele regista as todas as intenções desta Obra, tomemos atenção à página 76 do prólogo: “… amizade, é de algum modo um sabonete, se apertarmos muito ele salta e foge, se agarrarmos com demasiada leveza ele cai. Por isso não há verdadeira amizade nas prisões…”. Assombroso.

 

No ultimo capitulo do livro, página 80

 

Amizade Liquida

Mão na mão
Mmmmmmmão
Ãoooooooooooo
Mão 
 

Pé no Pé
Péééééééééééééeé´
Eééeéééééééééééé

Published in: on Março 27, 2007 at 9:25 pm  Deixe um Comentário